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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Era um subsídio, se faz favor!

Olá. Parece que o sol está de volta e o vento também. Talvez seja por isso que o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), tenha desconvocado a paralisação que estava prevista para hoje, para sábado e para os próximos dias 5, 7 e 9 de Novembro (como voltou o sol, os pilotos já podem pilotar os aviões em segurança, com chuva é mais complicado, tem lógica). Agora uma notícia que me surpreendeu (embora já estivesse à espera, mas enfim), foi o facto do Ex líder do PSD, ter pedido a subvenção mensal vitalícia, depois de ter renunciado ao cargo de deputado, que desempenhava desde 1987. Ora cá está, este senhor, quer a subvenção, ou seja, quer um subsídio (utilizam estas palavras caras tipo «subvenção», para ver se encobrem a coisa). Bom, ele renunciou ao cargo, mas ao que parece ele não vai abandonar a actividade politica (agora precisa de um subsidio, pois está bem, as pessoas precisam de governar a vida!). O valor da pensão é calculado sob o vencimento base correspondente à data da cessação de funções (ena pá tantas palavras!), até ao limite de 80%. O vencimento bruto de um deputado é de 3.631,39 euros, sendo que a pensão deverá rondar os 2900 euros (ora bem, o homem pode vir a ganhar 80% do que ganhava para o resto da vida e não tem de se chatear, sim porque aquilo do Parlamento dá chatices, já viram tantas horas ali parados e sentados?!) Realmente, não é uma vida fácil, atribuam lá o subsídio ao homem! (e já agora atribuam-me um a mim também). O Governo prevê gastar com as pensões vitalícias dos políticos 8 milhões de euros em 2008 (olha e eu a pensar que tínhamos de «apertar o cinto»). Os 383 beneficiários (ou seja, aqueles que vão beneficiar de subsídios, para comparem umas coisitas) deverão receber, em média, 1751 euros mensais (já é qualquer coisa). Agora curioso é o facto, de o pescoço da girafa e o do ser humano terem o mesmo número de vértebras: sete. Porém, o pescoço da girafa é mais longo porque as suas vértebras são mais compridas. Apesar do aspecto manso e desajeitado, a girafa é temida até mesmo pelos leões. O coice e a cabeçada poderosos mantêm os inimigos a uma distância prudente (se a girafa pedisse um subsidio vitalício, ainda podia chegar a receber 95% do vencimento bruto, caso contrário o Governo ainda levava uma «coice»). Bem, vou indo, para todos um bom dia (pode ser que vos calhe um subsidio na rifa, era muito bom).

Nota: Esqueci-me de referir que a subvenção (lá estão eles, com estas palavras «caras») mensal vitalícia, do pós-25 de Abril, chegou a ser garantida para quem estivesse oito anos no Parlamento. Mais tarde, passou para um limite de 12 anos, assim está bem, obrigá-los a trabalhar mais quatro anos (espera lá, mas depois, podem pedir o subsidio!) e a gora parece que queriam acabar com estes subsídios, devem estar a brincar, ora os políticos acabarem com os próprios subsídios, dos quais podem vir a beneficiar mais tarde, vocês acreditam nisto?! (eu tenho as minhas dúvidas, mas enfim o que é preciso é força de vontade).

2 comentários:

António de Almeida disse...

-As subvenções são bem atribuidas, a quem estando há uns anos na política, pretende deixar esta actividade para exercer outra. Não deveria era ser vitalícia, e sim ter uma lógica semelhante á do subsídio de desemprego, pois um político também pode momentaneamente estar sem emprego, mas certamente que não será por muito tempo, ok, subvenção temporária tudo bem, agora vitalícia?

Sol disse...

Amigo: não deixes nunca de denunciar este tipo de coisas. Gostava de saber se os reformados (com pensões de miséria), têm direito a alguma coisa a não ser passar mal no que respeita à alimentação; ter contas na farmácia para pagar; ter, por vezes, netos a seu cargo, enfim, a vida de privações que todos nós conhecemos. Será que os políticos também conhecem estes factos? Por mim, tinha vergonha de pedir (exigir?) fosse o que fosse, ao ver ao meu redor tanta miséria...

PS. O jantar oferecido hoje ao ministro russo (ouvi agorinha na
televisão)"foi oferecido por Maria Cavaco Silva". Já agora, se me permitem: com dinheiro saído do seu bolso ou do bolso dos portugueses??

Abraço!

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